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21/07/2006 20:37
Nova geração de ônibus articulados
A DaimlerChrysler lançou uma nova geração de ônibus urbanos articulados, em duas versões, acreditando na evolução do mercado, com planos de implantação de sistemas de corredores em várias capitais brasileiras e em alguns países sul-americanos.
Por Gilberto Gardesani, de Campinas, SP
Primeiro, é bom lembrar que o Brasil é o maior fabricante e consumidor de ônibus do mundo. O mercado latino americano absorveu 11.312 unidades fabricadas no Brasil em 2005 e o mercado nacional mais 15.783, pouco abaixo da média dos últimos cinco anos que foi de 16.250 veículos.
Dona de 52,4% de participação no mercado brasileiro em 2005, com 8.265 unidades vendidas e de 55% na América Latina, com 6.231 chassis exportados, o grupo DaimlerChrysler considera a unidade de São Bernardo do Campo como Centro de Competência Mundial para Desenvolvimento de chassis para ônibus.
Esse mercado é tão importante e, como não poderia deixar de ser, está se tornando tão competitivo, que a DC criou uma nova estrutura nos seus concessionários. Os chamados Center Bus, já possuem 23 pontos homologados somando 72 profissionais especialmente treinados para dar atendimento, com assessoria exclusiva aos frotistas, oferecendo inclusive oficina volante.
As informações divulgadas pelo fabricante indicam uma participação, em 2006, de 30,6% nos segmentos de mini e micro-ônibus, 59,4% no de veículos urbanos e 10,6% em chassis utilizados no transporte rodoviário.
MERCADO EM CRESCIMENTO
Segundo Gilson Mansur, diretor de Vendas Veículos Comerciais da DC, os cinco estados brasileiros com maior frota de ônibus da marca Mercedes-Benz são: São Paulo com 76.321 unidades, Minas Gerais, 30.742, Rio Grande do Sul, 22.326, Rio de Janeiro, 21.686 e Paraná, 16.675. Mansur revela ainda que as cidades brasileiras com tendência de aumento de aquisição de ônibus articulados, por ter um sistema de corredores implantados e organizados são: São Paulo, Curitiba, Goiânia e Manaus. Mas acrescenta, outras 30 cidades com destaque para Campinas, Belo Horizonte, Salvador, Uberlândia e Vitória têm planos de implementar o sistema.
O potencial mercado nacional ainda é bem pequeno e, no ano passado, foram vendidas cerca de 42 unidades articuladas, sendo 32 da marca Mercedes-Benz.
Na América Latina, a DC possui 340 veículos articulados em operação. Mansur informa que a SI 02, empresa colombiana, comprou 50 unidades dessa nova geração que serão utilizadas no projeto TransMilenio. O país tem previsão para instalar o sistema em outras cidades também, além da capital Bogotá, embora em menor escala como Guatemala e Venezuela. O Chile recém instalou o sistema chamado de TransSantiago e o projeto peruano está em fase de estudos. No caso da Colômbia, o órgão gestor local exige, além de motores eletrônicos de baixo nível de emissão, a instalação de catalizador nos veículos, uma espécie de Euro 3,5. Para isso, a DC desenvolveu, em conjunto com a PUC de Curitiba, um produto totalmente nacional, o único existente no Brasil para motores Diesel, afirma João Bosco Vilela, supervisor de Projeto Ônibus da DC.
NOVA GERAÇÃO
Os dois modelos O 500, da nova geração de chassi de ônibus urbanos articulados, substitui a plataforma O 400 UPA equipada com motor de 10 litros Euro II. E, de acordo com Philipp Schiemer, vice-presidente de Vendas da DaimlerChrysler do Brasil, com esses dois novos modelos, a marca Mercedes-Benz amplia a mais completa linha de ônibus do mercado, totalizando 14 modelos, passando a oferecer soluções para todas as demandas de clientes que atuam nos sistemas de transporte urbano de passageiros. Ao mesmo tempo, atende às recomendações e exigências dos órgãos gestores. São produtos novos, totalmente desenvolvidos no Brasil, concebidos para proporcionar maior conforto para o crescente número de passageiros que utilizam esse tipo de transporte urbano, além de garantir o melhor resultado operacional para os transportadores, afirma Schiemer.
Ele destaca ainda a preocupação da engenharia da empresa com o conforto e a dirigibilidade que o produto oferece. Tanto o UA como o MA, diz Schiemer, têm o menor círculo de viragem do mercado, apenas 22,3 metros e vem com uma nova geração de direção hidráulica. Detalhe importante, principalmente nas manobras dentro da garagem, acrescenta.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
São duas versões: O 500 MA com piso normal e O 500 UA com piso baixo, para poder atender normas de órgãos gestores que variam de acordo com o que foi projetado. Algumas cidades possuem sistemas com estações de embarque e precisam de portas altas, enquanto outras fazem o embarque de passageiros direto das calçadas.
Mas, ambas as versões são dotadas de suspensão pneumática integral e podem ser equipadas, opcionalmente, com o ECAS, sistema eletrônico que regula a altura do chassi. O ECAS também pode ajoelhar o veículo rebaixando apenas um lado, para facilitar o acesso dos passageiros. Com PBT técnico de 18 toneladas, a plataforma total tem 18,5 metros de comprimento e possui asas de apoio na estrutura. Com isso, estão prontos para ser encarroçados com configuração para transportar até 180 passageiros.
O trem-de-força, instalado na parte traseira, é equipado com o motor OM 457 LA de 12 litros, potência de 360cv@2000rpm e o torque de 1600Nm@1100rpm, é praticamente constante entre 950 a 1500 rpm, diz o fabricante. Estão prontos para instalação de compressor para ar-condicionado.
Ambos vem com transmissão automática, dotada de retardador e o usuário pode escolher entre duas marcas. O pedal do acelerador é eletrônico, com seus movimentos transformados em impulsos elétricos dando mais conforto ao condutor e melhorando a dirigibilidade, com redução do consumo.
A versão UA está equipada com freios a disco e com pastilhas possuindo sensor de desgaste e opção para ABS. A versão MA recebe apenas freios a tambor.
A articulação é da marca Hübner, importada da Alemanha, a mesma que equipa os produtos Mercedes-Benz fabricados lá, apenas mais simplificadas, só com sistemas mecânicos, sem nenhuma eletrônica.
Mas tem um sistema de alarme de proteção angular evitando o efeito L ou canivete como é mais conhecido.
O preço, somente do novo chassi, está em torno de R$ 420 a 440 mil, podendo chegar ou mesmo superar R$ 700 mil encarroçado, dependendo da versão utilizada.
http://www.jornauto.com.br/
enviada por Busologos em Ação
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