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07/08/2006 21:23
RODOVIÁRIO No segmento de ônibus rodoviário, em que os dados são muito desatualizados e escassos, não há razão para festa tampouco para clima de depressão. Se a renda dos mais pobres cresce, a tendência é que possam ocorrer reflexos no ritmo das viagens. De acordo com o Guia de Empresas de Ônibus (publicado nesta edição) entre quatro operadoras pinçadas, a variação positiva delas no volume de passageiros transportados em 2005 aumentou entre 5,2% e 19,5% no confronto com o ano anterior. O número físico de passageiros, no segmento rodoviário, não é o melhor indicador, mas, sim, aquele que mede o quesito passageiros vezes quilômetros.
Analistas do setor rodoviário de passageiros entendem que houve, de fato, um aumento de produtividade no segmento, nada, no entanto, que possa ser considerado excepcional como na demanda no setor aéreo em que a demanda de passageiros/ quilômetro nos vôos domésticos cresceu ao redor de 20% ano passado.
Abílio Gontijo, fundador da Empresa Gontijo, que também controla a São Geraldo, com a experiência de mais de 80 anos de vida, 60 deles no setor, dá o tom: "Se o avião cresce, nós também crescemos. Pouco mais devagar, mas com firmeza e sem nos permitirmos fazer loucuras".
FROTA BRASILEIRA Levantamento realizado pelo Sindipeças, sindicato que reúne as empresas de autopeças, mostra que a frota circulante de ônibus, em 2005, somava 263.199 unidades, equivalente a 1,13% da frota total de 23,3 milhões de veículos. Em 45 anos, de 1960 a 2005, enquanto a frota de ônibus cresceu 22 vezes, a de automóveis foi multiplicada por 330 vezes. E o Brasil, que em 1994 tinha um veículo para cada 9,9 de seus habitantes, baixou essa relação para um carro para 8,1 pessoas. Além do carro, outro competidor do ônibus é a motocicleta. Enquanto a venda de ônibus tem experimentado um comportamento estável no período de 1995 a 2005, nesse espaço de tempo as vendas de motos passaram de 275 mil para 1,02 milhão de unidades.
Em 1995 a frota de ônibus brasileira era de 218 mil veículos e a de motocicletas atingia 952 mil unidades. Em 2005, os ônibus passaram para 263 mil unidades (20,6% de crescimento) enquanto as motos acumularam uma frota circulante de 5,5 milhões de unidades. Se o veículo de duas rodas teve expansão de 480%, no período de 1995 a 2005 a frota de automóveis passou de 17 milhões para 23 milhões de veículos, aumento de 35%. Se nos trajetos curtos e médios, automóveis e motos inibiram a expansão dos ônibus, nas longas distâncias, principalmente, o avião também tirou uma lasquinha. Motos e automóveis tendem a tirar mais espaço do ônibus, enquanto o transporte aéreo tem muito a crescer, não só pelas difíceis condições das estradas e aumento de renda, mas porque ainda é um meio de transporte utilizado por menos de 5% da população brasileira.
enviada por Busologos em Ação
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